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Sexta-feira, 24 de Abril de 2026

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Adolescente confessa ter envenenado e matado colega com bolo por “inveja”

A vítima, Ana Luiza de Oliveira Neves, foi enterrada na manhã desta terça-feira (3/6) no Cemitério Recanto do Silêncio.

Adolescente confessa ter envenenado e matado colega com bolo por “inveja”
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Uma adolescente de 17 anos confessou à Polícia Civil de São Paulo ter envenenado e matado uma colega da mesma idade com um bolo contaminado com arsênico, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A vítima, Ana Luiza de Oliveira Neves, foi enterrada na manhã desta terça-feira (3/6) no Cemitério Recanto do Silêncio.

A autora do crime foi levada pela própria mãe à delegacia da cidade nesta terça e admitiu que preparou o doce com veneno, mas alegou que a intenção era apenas “dar um susto” na colega. A Polícia Civil, no entanto, desconfia da versão e trata o caso como homicídio qualificado, devido à escolha de um veneno altamente letal.

De acordo com a investigação, a adolescente comprou o arsênico pela internet por R$ 80 e o usou na cobertura de brigadeiro do bolo. O doce foi entregue à vítima por um motoboy, junto com um bilhete que dizia: “Um mimo para a garota mais linda que eu já vi”.

Ana Luiza consumiu o bolo ao chegar em casa, por volta das 18h. Menos de uma hora depois, começou a passar mal e enviou mensagens a um amigo relatando os sintomas. Mesmo alertada sobre os riscos de comer algo sem conhecer a procedência, ela só foi levada ao hospital particular pelo pai após o agravamento do quadro.

Inicialmente, foi diagnosticada com intoxicação alimentar e liberada após atendimento. No entanto, no dia seguinte, sofreu nova piora e chegou morta ao pronto-socorro por volta das 16h – menos de 24 horas após ingerir o doce.

O suposto motivo do crime seria inveja. Em um primeiro momento, a menor infratora alegou que a colega havia se envolvido com seu ex-namorado. Depois, voltou atrás e disse que sentia inveja de Ana Luiza, sem um motivo específico.

A adolescente segue sob custódia da autoridade policial e aguarda manifestação do Ministério Público para que possa ser formalmente apreendida.

O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Itapecerica da Serra.

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