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Sabado, 13 de Dezembro de 2025

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Advogada de Goiânia comenta disputa de casal por bebê reborn e redes sociais da boneca: “É uma causa legítima”

Caso inusitado envolvendo uma boneca bebê reborn gerou repercussão nas redes sociais após relato da advogada Suzana Ferreira.

Advogada de Goiânia comenta disputa de casal por bebê reborn e redes sociais da boneca: “É uma causa legítima”
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Caso inusitado envolvendo uma boneca bebê reborn gerou repercussão nas redes sociais após relato da advogada Suzana Ferreira. Além da guarda simbólica da boneca, o casal também disputa a administração de um perfil digital com potencial de monetização.

A advogada Suzana Ferreira, de Goiânia, viralizou nas redes sociais ao relatar um caso inusitado em seu escritório: a disputa judicial simbólica de um casal separado pela "guarda" de uma bebê reborn. Além do vínculo emocional, a polêmica se estende à administração das redes sociais da boneca, que já possui seguidores e até monetização.

Segundo Suzana, inicialmente ela recusou atuar no caso, alegando que não é possível regulamentar a guarda de uma boneca, uma vez que não se trata de um ser humano. No entanto, repensou sua postura diante do apelo da cliente sobre a importância das redes sociais ligadas à personagem.

"No momento do atendimento eu não peguei o caso porque não é possível regulamentar a guarda de uma boneca. Depois, repensei o assunto e me prontifiquei a ajudar na questão da rede social, por ser uma causa legítima", explicou a advogada.

Redes sociais como patrimônio

De acordo com Suzana, a mulher afirmou que a rede social da bebê reborn vinha crescendo em número de seguidores, recebia propostas de publicidade e já havia iniciado um processo de monetização. Por isso, ela considerava que o perfil deveria ser gerido de forma compartilhada com o ex-companheiro, e não ficar exclusivamente com quem tivesse a posse da boneca.

"Essa questão da rede social é uma demanda real e que mexeu bastante com o meu pensamento profissional. Hoje em dia, perfis nas redes podem ser considerados um bem patrimonial" afirmou Suzana em vídeo publicado na segunda-feira (12).

Apesar de decidir auxiliar na parte digital, a advogada manteve sua recusa quanto ao pedido de formalização da guarda da boneca. Segundo ela, essa posição causou incômodo à cliente.

"Por não aceitar entrar na discussão sobre a guarda da boneca, fui chamada de ‘intolerante materna’ pela mãe da bebê reborn", relatou.

Entenda o caso

O caso ganhou repercussão após a publicação do vídeo de Suzana nas redes sociais. Nele, ela explica que foi procurada por uma mulher que desejava formalizar juridicamente a guarda da bebê reborn após o fim do relacionamento com o ex-companheiro.

Segundo o relato, a mulher contou que criou laços afetivos com a boneca, tratada como parte da família, e que o ex-parceiro insistia em manter a posse da “filha”. Para ela, substituir a bebê por outra não era uma opção, devido ao vínculo emocional desenvolvido ao longo do tempo.

Além disso, a mulher alegou que o casal havia investido em um enxoval completo para a boneca artesanal e gostaria que os custos da compra e da manutenção fossem divididos.

Apesar do tom inusitado, o caso gerou discussões nas redes sociais sobre o papel das mídias digitais na vida cotidiana e os limites entre o emocional e o jurídico.

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