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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Beneficiários do Bolsa Família responderam por 91% das vagas formais criadas em 2025, aponta MTE
Economia

Beneficiários do Bolsa Família responderam por 91% das vagas formais criadas em 2025, aponta MTE

Levantamento baseado no Caged mostra que trabalhadores inscritos no Bolsa Família e no Cadastro Único lideraram as contratações com carteira assinada no país

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Por Alex Blau Blau

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Beneficiários do Bolsa Família e pessoas cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) ocuparam a maior parte dos empregos formais criados no Brasil em 2025. Levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aponta que esse público foi responsável por 91% das novas admissões registradas no período.

Segundo o estudo, das 1,274 milhão de vagas com carteira assinada abertas ao longo do ano, aproximadamente 1,160 milhão foi preenchida por beneficiários do programa social ou por pessoas inscritas no CadÚnico.

Os números também indicam que a tendência permanece em 2026. Entre janeiro e maio, o saldo positivo foi de 767 mil empregos formais. Desse total, cerca de 717 mil vagas foram ocupadas por pessoas ligadas ao Cadastro Único, sendo 517 mil beneficiários do Bolsa Família e outras 200 mil pessoas cadastradas que não recebem o benefício.

O levantamento aponta ainda um perfil predominante entre os contratados. A maioria é formada por mulheres, jovens entre 18 e 24 anos e pessoas pretas ou pardas. Em relação à escolaridade, o ensino médio completo aparece como o nível de instrução mais frequente entre os trabalhadores admitidos.

Apesar da forte presença nas contratações, o estudo revela que esse grupo continua concentrado em empregos com menor remuneração. Em maio de 2026, o salário médio de admissão dos beneficiários foi de R$ 1.901, abaixo da média registrada entre trabalhadores fora do Cadastro Único.

Outro dado destacado pelo Ministério do Trabalho é o menor tempo de permanência desses trabalhadores no emprego formal. Enquanto beneficiários do Bolsa Família permanecem, em média, seis meses nas vagas, trabalhadores fora do CadÚnico ultrapassam 20 meses de vínculo empregatício.

Para o governo federal, os números demonstram que programas de transferência de renda não impedem a inserção no mercado de trabalho. O ministério afirma que os dados mostram uma participação expressiva dos beneficiários nas novas contratações, embora reconheça desafios relacionados aos salários e à estabilidade no emprego.

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