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Sábado, 26 de Setembro 2026
Brasil avalia reação ao tarifaço dos Estados Unidos, mas aposta em negociação antes de aplicar Lei da Reciprocidade
Economia

Brasil avalia reação ao tarifaço dos Estados Unidos, mas aposta em negociação antes de aplicar Lei da Reciprocidade

Especialistas apontam que governo brasileiro deve priorizar o diálogo e evitar medidas que possam ampliar os impactos econômicos ou provocar uma escalada na disputa comercial

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Por Alex Blau Blau

Com a confirmação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros, o governo federal intensificou as discussões sobre uma possível resposta. Embora a Lei da Reciprocidade Econômica autorize o Brasil a adotar medidas contra países que imponham barreiras comerciais consideradas prejudiciais, especialistas avaliam que a tendência é de cautela, priorizando as negociações diplomáticas antes de qualquer retaliação.

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A legislação permite ao governo brasileiro adotar ações como sobretaxas, restrições a serviços, suspensão de benefícios comerciais e até medidas relacionadas à propriedade intelectual. No entanto, a aplicação da lei depende de uma série de etapas técnicas, incluindo análise da Câmara de Comércio Exterior, consultas públicas e diálogo com o governo norte-americano, o que torna improvável uma reação imediata.

Especialistas alertam que uma retaliação mal planejada pode elevar os custos de produtos importados dos Estados Unidos e gerar impactos para empresas e consumidores brasileiros. Além disso, existe o risco de novas respostas por parte de Washington, ampliando as tensões comerciais entre os dois países.

Enquanto isso, a estratégia do governo é manter o discurso em defesa da soberania nacional, sem interromper os canais de negociação. Paralelamente, o Brasil também trabalha para ampliar mercados de exportação e reduzir a dependência do comércio com os Estados Unidos, buscando minimizar os efeitos das novas tarifas sobre os setores mais atingidos.

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