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Domingo, 11 de Outubro 2026
Engenheiro e Gerente de clube viram réus por morte de criança que caiu de toboágua em Caldas Novas
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Engenheiro e Gerente de clube viram réus por morte de criança que caiu de toboágua em Caldas Novas

Ambos se tornaram réus pelo falecimento do estudante David Lucas de Miranda, de 8 anos, que caiu de uma altura superior a 13 metros de um toboágua em manutenção no parque aquático

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A Justiça aceitou a denúncia contra o engenheiro civil Flávio Tomaz de Aquino Musse e o gerente do clube Di Roma, Cristiano Vilela Reis. Ambos se tornaram réus pelo falecimento do estudante David Lucas de Miranda, de 8 anos, que caiu de uma altura superior a 13 metros de um toboágua em manutenção no parque aquático de Caldas Novas, sul de Goiás.

A denúncia foi acolhida em 11 de agosto e menciona a possibilidade de suspensão condicional do processo para ambas as partes.

O advogado de Flávio Tomaz de Aquino Musse, Lucas Morais Souza, afirmou que a recusa do acordo de suspensão ocorreu porque a defesa optou por demonstrar no curso do processo "que durante os andamentos da obra não houve quebra das normas técnicas exigidas" por parte do engenheiro.

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O delegado responsável pela investigação, Rodrigo Pereira, declarou que tanto o gerente quanto o engenheiro violaram o dever objetivo de cuidado ao não escalarem funcionários para monitorar o local que servia de passagem para veículos na obra. Pereira enfatizou que, se tivessem seguido as precauções necessárias, a morte de Davi Lucas poderia ter sido evitada.

A investigação indicou que o gerente do parque Di Roma ordenou a remoção de uma proteção que fechava a entrada da área em reforma do toboágua Vulcão. Com a reforma em andamento, a pista de descida estava desmontada, e foi por ela que Davi desceu e caiu em 13 de fevereiro de 2022.

A perícia realizada no local constatou que quatro das pistas de descida começavam na plataforma, mas apenas uma estava fechada. A polícia destacou que várias medidas poderiam ter sido tomadas para evitar a queda da criança, mas não foram implementadas.

Detalhes do Acidente e Investigação

Davi Lucas de Miranda, 8 anos, ingressou no toboágua chamado "Vulcão" e, sem perceber que estava fechado para manutenção, subiu até o topo do brinquedo. Ao entrar no tubo para escorregar, caiu, colidindo com a estrutura de ferro do brinquedo e, posteriormente, com o chão.

O acidente ocorreu enquanto o menino estava sob a supervisão de seu pai, após pedir para ir ao banheiro. O parque aquático Di Roma não havia instalado placas de alerta ou proibição de entrada no toboágua.

O engenheiro responsável pela obra havia ordenado a construção de um tapume para impedir o acesso ao interior do Vulcão, mas essa barreira foi retirada sem sua autorização ou aviso subsequente.

A perícia criminal revelou que a criança caiu de uma altura de 13,8 metros em queda livre, batendo em madeira e estruturas de metal durante a queda.

Depoimento dos Pais e Expectativas

A mãe de Davi, Jaqueline Rosa, prestou depoimento à Polícia Civil, relatando os acontecimentos desde a chegada da família ao hotel até o acidente com seu filho. Ela expressou seu desejo de justiça e o sofrimento de perder seu filho de forma tão trágica.

A defesa do engenheiro ressaltou que ele havia ordenado a construção de uma barreira protetora que foi removida sem sua autorização, buscando garantir a segurança dos frequentadores do parque.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Reprodução/Redes Sociais

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