A jovem Sther Barroso dos Santos, de 18 anos, foi brutalmente espancada até a morte na madrugada de domingo (17), em Senador Camará, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo testemunhas, Sther teria se recusado a deixar um baile funk na comunidade da Coreia acompanhada de um traficante. Após a recusa, ela foi violentamente agredida.
Familiares relataram que a jovem foi deixada na porta de casa já desfigurada. Eles tentaram socorrê-la e a levaram ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas Sther já chegou sem vida.
O principal suspeito do crime é Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, apontado como chefe do tráfico no Muquiço, em Guadalupe, território controlado pela mesma facção criminosa, o Terceiro Comando Puro (TCP). Antes de morar na Vila Aliança, a jovem e a família viviam no Muquiço.
A Polícia Civil investiga o caso.
Sonhos interrompidos
Em um caderno encontrado pela família, Sther escreveu planos para 2025, revelando esperança em um novo ciclo. “Vai ser o melhor ano da minha vida”, registrou. Entre as metas estavam terminar os estudos, fazer três cursos, adotar um cachorro, focar na academia e agradecer a Deus todos os dias.
Nas redes sociais, amigos e parentes lamentaram a morte e compartilharam trechos das anotações da jovem.
Violência contra mulheres no Rio
De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), 49 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado do Rio de Janeiro apenas no primeiro semestre deste ano. Com o assassinato de Sther e de outras vítimas registradas em julho e agosto, a estatística deve crescer ainda mais.
