O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs na terça-feira (5/12) uma lei para declarar a criação de um estado no Essequibo, uma região que disputa com a Guiana.
Maduro determinou, em reunião com seu governo, que inicie "imediatamente o debate na Assembleia Nacional e a aprovação da lei orgânica para a criação da Guiana Essequiba" como um estado venezuelano.
Ele também instou a empresa estatal de petróleo PDVSA a "criar a divisão PDVSA-Essequibo" e conceder "imediatamente" licenças operacionais para a exploração de petróleo, gás e minerais no Essequibo, controlado pela Guiana, mas reivindicado por Caracas.
Maduro ordenou ainda a criação de uma "zona de defesa integral da Guiana Essequiba" localizada em Tumeremo, no estado de Bolívar (sul), que faz fronteira com a área em disputa.
A sede político-administrativa do novo estado será instalada lá, com o "único responsável" sendo o general Alexis Rodríguez Cabello, conforme informado pelo presidente.
O Exército brasileiro avalia que a área não conta com estradas em condições de movimentar um grande número de tropas e veículos de combate.
A outra opção de Maduro seria uma invasão por mar, já que Venezuela e Guiana dividem um extenso litoral voltado para o Mar do Caribe. Segundo a Folha de S.Paulo, contudo, essa alternativa também é problemática.
Primeiro, porque a Marinha venezuelana seria a mais sucateada das Forças Armadas do ditador chavista. Além disso, a costa guianesa não ofereceria boas condições de desembarque de tropas, conforme os oficiais brasileiros ouvidos pelo jornal.
