A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão de quatro homens e a apreensão de um menor de 17 anos sob a acusação de estupro coletivo contra uma estudante de 17 anos. O crime, ocorrido em um apartamento no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio, ganhou repercussão nacional após a divulgação de vídeos em que os suspeitos aparecem comemorando o ato em um elevador, instantes após a violência.
O crime aconteceu no dia 31 de janeiro, em um imóvel pertencente à família de um dos envolvidos. A vítima foi atraída ao local por um colega de escola com quem já havia tido um relacionamento anterior. Segundo o depoimento da adolescente, ao entrar no quarto com o jovem, ela foi surpreendida pelos outros quatro amigos dele, que invadiram o cômodo e trancaram a porta.
A jovem relatou que, por cerca de uma hora, foi mantida em cárcere e submetida a agressões físicas e sexuais sucessivas pelos cinco envolvidos. Câmeras de segurança do edifício confirmaram a cronologia: os primeiros três suspeitos entraram às 19h24, seguidos pela vítima e o menor um minuto depois. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmaram lesões graves e hematomas pretos pelo corpo da vítima, corroborando a violência do relato.
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Os acusados são jovens ligados ao Colégio Pedro II. A investigação, conduzida pelo delegado Angelo Lages, aponta que este pode não ser um caso isolado. Após a denúncia da vítima, outras adolescentes procuraram a polícia para relatar abusos semelhantes cometidos pelo mesmo grupo, configurando um possível ciclo de violências sexuais em série.
A prova mais contundente da frieza do grupo é um vídeo de celular gravado pelos próprios agressores na saída do prédio. Nas imagens, eles fazem piadas sobre o estado da vítima. Um dos envolvidos chega a dizer: “A mãe de alguém teve que chorar hoje”, em tom de celebração.
Situação Atual
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Os quatro maiores: Entregaram-se às autoridades e foram transferidos para o sistema penitenciário.
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O menor: Foi apreendido e encaminhado ao Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas).
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Defesa: Os advogados dos cinco suspeitos negam as acusações e afirmam que provarão a inocência dos clientes no decorrer do processo judicial.
A vítima segue sob acompanhamento psicológico e o caso corre sob segredo de Justiça devido à idade da jovem e à natureza do crime.
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