Por Alex Blau Blau
O senador e pré candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro voltou ao centro das discussões envolvendo o caso Banco Master após a divulgação de documentos que apontam a emissão de duas notas fiscais de R$ 500 mil para a empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria. Os documentos, emitidos em abril de 2025, foram cancelados no mesmo dia, conforme registros apresentados.
A Copenhagen aparece entre as empresas que receberam recursos do Banco Master entre 2024 e 2025, período em que movimentou cerca de R$ 57,9 milhões, segundo informações obtidas durante as investigações relacionadas ao caso.
Dois dias após a emissão das notas canceladas, o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu uma terceira nota fiscal, também no valor de R$ 500 mil, desta vez para a empresa Contábil Correa, referente à prestação de serviços de assessoria jurídica. Diferentemente das anteriores, esse documento permaneceu válido.
Os registros societários mostram que a Copenhagen teve como diretor Artur Figueiredo, ligado à administradora de fundos Trustee. Posteriormente, a direção da empresa passou para Rogério Novo, responsável também pela Contábil Correa.
Em manifestação pública, Flávio Bolsonaro afirmou que prestou serviços jurídicos exclusivamente para a Contábil Correa e confirmou que chegou a negociar uma possível contratação pela Copenhagen. Segundo o senador, a prestação de serviços para essa empresa não foi concretizada e, por esse motivo, as duas notas fiscais foram canceladas sem que houvesse qualquer pagamento.
O presidenciável também declarou que sua relação profissional ocorreu dentro da legalidade e ressaltou que nunca recebeu recursos da Copenhagen, afirmando que as notas canceladas comprovam justamente a inexistência da contratação.
Em nota, a administradora Trustee informou que exercia apenas a administração do fundo investidor da Copenhagen e que não participava das relações comerciais nem das decisões envolvendo contratos ou movimentações financeiras da empresa. A instituição acrescentou ainda que Artur Figueiredo atuava em conformidade com as normas de governança e não era responsável pelas negociações comerciais da companhia.
A divulgação dos documentos amplia o debate em torno das relações empresariais ligadas ao caso Banco Master. Enquanto as investigações seguem em andamento, Flávio Bolsonaro mantém a posição de que não praticou qualquer irregularidade e afirma que sua atuação profissional ocorreu dentro dos limites legais.

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