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Quarta-feira, 26 de Agosto 2026
Novos documentos ampliam debate sobre contratos do escritório de Flávio Bolsonaro com empresas ligadas ao caso Master
Política

Novos documentos ampliam debate sobre contratos do escritório de Flávio Bolsonaro com empresas ligadas ao caso Master

Notas fiscais emitidas em 2025 voltam a colocar relações comerciais do presidenciável sob os holofotes enquanto senador nega qualquer irregularidade

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Por Alex Blau Blau

Nota para Copenhagen
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O senador e pré candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro voltou ao centro das discussões envolvendo o caso Banco Master após a divulgação de documentos que apontam a emissão de duas notas fiscais de R$ 500 mil para a empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria. Os documentos, emitidos em abril de 2025, foram cancelados no mesmo dia, conforme registros apresentados.

A Copenhagen aparece entre as empresas que receberam recursos do Banco Master entre 2024 e 2025, período em que movimentou cerca de R$ 57,9 milhões, segundo informações obtidas durante as investigações relacionadas ao caso.

Dois dias após a emissão das notas canceladas, o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu uma terceira nota fiscal, também no valor de R$ 500 mil, desta vez para a empresa Contábil Correa, referente à prestação de serviços de assessoria jurídica. Diferentemente das anteriores, esse documento permaneceu válido.

Os registros societários mostram que a Copenhagen teve como diretor Artur Figueiredo, ligado à administradora de fundos Trustee. Posteriormente, a direção da empresa passou para Rogério Novo, responsável também pela Contábil Correa.

Em manifestação pública, Flávio Bolsonaro afirmou que prestou serviços jurídicos exclusivamente para a Contábil Correa e confirmou que chegou a negociar uma possível contratação pela Copenhagen. Segundo o senador, a prestação de serviços para essa empresa não foi concretizada e, por esse motivo, as duas notas fiscais foram canceladas sem que houvesse qualquer pagamento.

O presidenciável também declarou que sua relação profissional ocorreu dentro da legalidade e ressaltou que nunca recebeu recursos da Copenhagen, afirmando que as notas canceladas comprovam justamente a inexistência da contratação.

Em nota, a administradora Trustee informou que exercia apenas a administração do fundo investidor da Copenhagen e que não participava das relações comerciais nem das decisões envolvendo contratos ou movimentações financeiras da empresa. A instituição acrescentou ainda que Artur Figueiredo atuava em conformidade com as normas de governança e não era responsável pelas negociações comerciais da companhia.

A divulgação dos documentos amplia o debate em torno das relações empresariais ligadas ao caso Banco Master. Enquanto as investigações seguem em andamento, Flávio Bolsonaro mantém a posição de que não praticou qualquer irregularidade e afirma que sua atuação profissional ocorreu dentro dos limites legais.

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