A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás manifestou preocupação com relatos de dificuldades no fornecimento de óleo diesel ao setor produtivo no estado. Segundo a entidade, o cenário pode impactar diretamente atividades essenciais da agropecuária, especialmente em um momento considerado decisivo do calendário agrícola.
Goiás está atualmente em plena colheita da safra de soja 2025/2026 e também no período de implantação da segunda safra, principalmente de milho. De acordo com o setor, o diesel é um insumo estratégico para o funcionamento das atividades no campo, sendo utilizado na operação de máquinas agrícolas, transporte da produção, preparo do solo e plantio das lavouras.
Entidades do agronegócio relataram dificuldades na entrega do combustível por transportadores revendedores retalhistas (TRRs), situação que estaria relacionada a entraves na distribuição do produto.
Em nota, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou que está monitorando o abastecimento de diesel no país e que os níveis de estoque são considerados suficientes. O órgão também afirmou que pode adotar medidas regulatórias caso sejam identificadas irregularidades no fornecimento.
Além da preocupação com a oferta do combustível, produtores rurais relatam aumento significativo no preço do diesel. Segundo informações do setor, o diesel S500, que na semana passada era encontrado em média por cerca de R$ 5,35 por litro, já ultrapassa R$ 8,00 em algumas regiões do estado.
Diante do cenário, a FAEG informou que acionou órgãos de controle e fiscalização, como o Procon, a própria ANP e o Ministério de Minas e Energia, solicitando atenção para garantir a regularidade no fornecimento do combustível e evitar prejuízos às atividades no campo. Segundo a entidade, atrasos nas operações agrícolas neste período podem comprometer a colheita da soja e o plantio da segunda safra, com possíveis impactos na cadeia de produção de alimentos.
