Em Novo Gama, o cenário de uma simples obra de terraplanagem se transformou num verdadeiro episódio de “Guerra dos Posteadores”. Tudo começou quando o prefeito Carlinhos do Mangão gravou um vídeo indignado, cobrando providências da empresa Equatorial para remover um poste de energia elétrica que, literalmente, estava no meio do caminho — atrapalhando o avanço das máquinas na via que liga o Pedregal ao setor Chacareiras.
Com papéis em mãos e tom de quem já perdeu a paciência, o prefeito mostrou que a prefeitura havia feito tudo dentro da lei — inclusive pagando mais de R$ 17 mil em taxas para a remoção. Mesmo assim, a resposta da empresa veio como um banho de água fria (ou melhor, de energia fria): o prazo para a retirada poderia ser de até 365 dias.
Nos comentários do vídeo, a população não poupou ironia:
“Se com um município e um prefeito pedindo está assim, imagina o cidadão sem caneta.”
“Se o prefeito não consegue, imagina a gente!”
A pressão foi tanta que o perfil oficial da empresa, @grupoequatorial, resolveu sair das sombras e apareceu com um texto digno de manual corporativo:
“Olá, Carlinhos. Esse deslocamento é complexo e, pensando na segurança de todos, fizemos um estudo para executá-lo da melhor maneira possível. Informamos que o deslocamento está agendado para o dia 08/11.”
E não é que funcionou? No dia marcado, o poste finalmente saiu do lugar. O serviço, que levou duas horas e meia e exigiu a interrupção temporária da energia na região, virou o desfecho de uma novela que poderia se chamar ‘Um Poste no Caminho do Progresso’.
Pelo menos, desta vez, a corrente foi de boa vontade — e Novo Gama pôde voltar a seguir em frente sem tropeçar na fiação.
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