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Suspeito de atentado contra tenente da Rota morre em confronto com a Polícia Militar

Marcelo de Jesus Dias, conhecido como Nego Zum, era apontado pelas investigações como um dos envolvidos no ataque que deixou o oficial Ronickson Pimentel gravemente ferido em São Caetano do Sul

Suspeito de atentado contra tenente da Rota morre em confronto com a Polícia Militar
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Por Alex Blau Blau

Marcelo de Jesus Dias, conhecido como Nego Zum, morreu na manhã desta quinta-feira durante uma ação da Polícia Militar na comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital paulista. Segundo a corporação, ele era apontado pelas investigações como o condutor da motocicleta utilizada no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no fim de junho.

De acordo com a Polícia Militar, Nego Zum era investigado por integrar o Primeiro Comando da Capital. A corporação informou que as equipes foram recebidas a tiros durante a operação, o que resultou em um confronto armado. Dois suspeitos foram baleados e morreram no local. Nenhum policial ficou ferido.

As investigações apontam que Marcelo de Jesus Dias teria conduzido a motocicleta usada no ataque ao tenente Ronickson Pimentel, ocorrido em 27 de junho, quando o policial aguardava a abertura de um semáforo em São Caetano do Sul. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens se aproximaram da vítima e o passageiro efetuou um disparo à queima roupa antes de ambos fugirem.

Enquanto busca identificar todos os responsáveis pelo atentado, a Polícia Civil também analisa outros casos envolvendo suspeitos que morreram em diferentes confrontos policiais. Até o momento, as autoridades informam que ainda não há comprovação de que todos esses homens tenham ligação direta com o ataque ao oficial.

A investigação também continua para localizar Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, apontado como o principal suspeito de efetuar o disparo contra o tenente. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo mantém uma recompensa de R$ 50 mil para informações que levem à localização do investigado.

Internado desde o atentado, o tenente Ronickson Pimentel permanece em estado grave, mas apresentou evolução clínica, segundo o boletim médico mais recente. Os médicos iniciaram a redução da sedação e constataram melhora parcial do edema cerebral, além da diminuição dos coágulos intracranianos. O policial segue em tratamento intensivo na unidade de terapia intensiva.

Ronickson Pimentel, de 39 anos, também é conhecido por ser irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após um dos casos de cárcere privado de maior repercussão no país. As autoridades seguem investigando a motivação do atentado e trabalham para esclarecer a participação de todos os envolvidos.

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