Por Alex Blau Blau
A federação formada por União Brasil e Progressistas definiu que não adotará um posicionamento nacional em favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Com isso, as executivas estaduais das duas legendas terão liberdade para construir alianças e decidir quais projetos presidenciais irão apoiar durante o período eleitoral.
A medida foi consolidada após reuniões entre dirigentes da federação, que optaram por preservar a autonomia dos estados diante dos diferentes cenários políticos existentes no país. A decisão também permite que cada diretório organize seus próprios palanques de acordo com as estratégias regionais.
Nos bastidores, lideranças partidárias discutiram diversos temas relacionados ao cenário eleitoral, incluindo os reflexos políticos de acontecimentos recentes que envolvem o caso Banco Master. O assunto integrou parte das conversas realizadas entre integrantes da direção nacional antes da definição pela neutralidade.
Mesmo sem o respaldo oficial da federação, Flávio Bolsonaro participou de um encontro político em São Paulo nos últimos dias, ocasião em que recebeu demonstrações de apoio de representantes estaduais da aliança partidária. O evento evidenciou que, embora exista apoio localizado em algumas regiões, não houve consenso suficiente para transformar esse alinhamento em uma decisão nacional.
Durante a solenidade, algumas lideranças fizeram manifestações favoráveis ao senador, enquanto os principais dirigentes nacionais das legendas que integram a federação não estiveram presentes.
Com a definição, União Brasil e Progressistas seguem uma estratégia de independência na disputa presidencial, permitindo que seus diretórios estaduais conduzam as articulações eleitorais conforme as particularidades de cada estado, sem a imposição de um único palanque em âmbito nacional.

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