Nesta terça-feira, 3 de setembro, a Câmara Municipal de Novo Gama se reúne em uma sessão que pode definir não apenas o futuro de um vereador, mas também a integridade e a honra de todo o legislativo municipal. Diante de uma situação de extrema gravidade, em que o vereador Paulo Jordão é acusado de agredir brutalmente o jornalista Juarez Carneiro com o apoio de um grupo de jagunços, espera-se que os 14 vereadores eleitos pelo povo demonstrem coragem e compromisso com a justiça.
A agressão a um jornalista é um ataque frontal à liberdade de imprensa e à democracia. O ato covarde perpetrado contra Juarez Carneiro não pode ser ignorado ou minimizado. As palavras de Paulo Jordão, capturadas em áudio, são chocantes: ele admitiu ter perseguido o jornalista e afirmou que só não o matou porque estava desarmado. Essa confissão, por si só, já deveria ser suficiente para provocar uma reação enérgica e imediata de seus colegas parlamentares.
Juarez Carneiro, por sua vez, não se calou. Após registrar um boletim de ocorrência no dia da agressão, o jornalista ingressou com uma queixa-crime contra Jordão. Além disso, seus advogados, Lindo Jhonson, e Denis de Jesus anunciaram que entrará com uma representação no conselho de ética da Câmara Municipal, pedindo a cassação do mandato do vereador.
Agora, todos os olhos se voltam para a sessão de hoje. Os vereadores de Novo Gama têm a responsabilidade de mostrar ao povo que foram eleitos para defender a justiça e os direitos fundamentais, e não para acobertar a barbárie. A omissão ou o apoio a um ato tão vil como este será visto como conivência com a violência e o autoritarismo.
Não há espaço para neutralidade diante de uma situação tão grave. Os cidadãos de Novo Gama merecem saber que seus representantes não compactuam com atos de violência e intimidação. A postura dos vereadores nesta sessão será um teste definitivo para medir o caráter e a coragem daqueles que ocupam cargos públicos na cidade.
Que a justiça e a dignidade prevaleçam. A Câmara Municipal de Novo Gama tem a chance, hoje, de demonstrar que ainda há esperança na política local, e que a covardia não terá vez entre aqueles que foram eleitos para servir ao povo.
