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Terça-feira, 25 de Agosto 2026
CASO VITÓRIA: Laudo do IML não encontra sinais de violência sexual; ela foi morta com três facadas
Policial

CASO VITÓRIA: Laudo do IML não encontra sinais de violência sexual; ela foi morta com três facadas

O documento foi entregue à Polícia Civil, que investiga o desaparecimento e o assassinato da vítima.

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O Instituto Médico Legal (IML) não identificou sinais de violência sexual no corpo de Vitória Regina de Sousa, adolescente de 17 anos assassinada em Cajamar, na Grande São Paulo. Segundo o laudo da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), a jovem foi morta com três facadas, que atingiram o tórax, o pescoço e o rosto. O documento foi entregue à Polícia Civil, que investiga o desaparecimento e o assassinato da vítima.

O exame da região genital e perineal não revelou "lesões traumáticas de interesse médico legal", conforme trecho do laudo. Antes da divulgação do resultado, a delegacia de Cajamar investigava a possibilidade de Vitória ter sofrido abuso sexual. A polícia ainda apura se a vítima foi embriagada ou dopada antes do crime, já que o laudo identificou a presença de álcool no sangue, o que pode ser resultado do processo de decomposição do corpo.

Vitória desapareceu na noite de 26 de fevereiro, após sair do trabalho em um shopping e pegar um ônibus rumo à sua casa, no bairro Ponunduva, em Cajamar. Seu corpo foi encontrado nu e com a cabeça raspada em uma área de mata no dia 5 de março. A arma do crime não foi localizada.

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Maicol Sales dos Santos, de 22 anos, é o principal e único suspeito do assassinato até o momento. Ele foi preso no dia 8 de março e, segundo a polícia, agiu por vingança após não ser correspondido romanticamente por Vitória. Morador do mesmo bairro que a vítima, Maicol é descrito como um stalker — alguém que perseguia e monitorava a adolescente de forma obsessiva.

A perícia realizada no celular do suspeito revelou que ele visualizou uma foto postada por Vitória no ponto de ônibus por volta da madrugada de 27 de fevereiro, cerca de 20 minutos antes de ela desembarcar no local onde morava. Para os investigadores, isso indica que Maicol pode ter interceptado a jovem no caminho para sua residência.

O delegado Luiz Carlos do Carmo, diretor da Polícia Civil da Grande São Paulo, afirmou ao Fantástico no dia 9 de março que a prioridade da investigação é a coleta de provas e a confirmação da presença do suspeito na cena do crime. “A motivação é um segundo momento. O primeiro momento é colheita das provas, passando por isso, colocando as pessoas na cena do crime, mostrando que realmente são essas pessoas... aí nós vamos em busca da motivação: o que ocasionou essa morte tão violenta?”, disse.

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