Por Alex Blau Blau
O Governo do Distrito Federal apresentou, nesta sexta feira, um balanço das contas públicas do primeiro semestre de 2026 e informou que conseguiu reverter o cenário de déficit registrado no início do ano. De acordo com a administração distrital, a expectativa é encerrar o exercício financeiro com superávit de aproximadamente R$ 3 bilhões.
Durante a apresentação dos números, a governadora Celina Leão afirmou que assumiu o comando do Executivo diante de uma situação financeira considerada crítica, com elevado volume de despesas e atrasos em pagamentos. Segundo ela, a adoção de medidas voltadas ao controle dos gastos e ao equilíbrio orçamentário permitiu a reorganização das finanças do Distrito Federal.
O secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, destacou que as ações implementadas desde o início da nova gestão possibilitaram a recuperação da capacidade de pagamento do governo, que passou da classificação C para A. A melhora no indicador fortalece a situação fiscal do Distrito Federal e amplia as condições para futuras operações de crédito.
A mudança no cenário financeiro também poderá influenciar a discussão sobre o pedido de financiamento de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília. O assunto será analisado em audiência prevista para o próximo dia 13 de agosto no Supremo Tribunal Federal.
Celina Leão afirmou que o governo apresentará documentação para comprovar a evolução dos indicadores fiscais e reforçou que a defesa da operação será conduzida com base em critérios técnicos, afastando qualquer viés político.
O secretário de Economia explicou que, ao assumir a pasta, identificou despesas contratadas sem a correspondente previsão orçamentária. Entre os exemplos citados está o subsídio destinado ao transporte público, cuja necessidade de recursos superava significativamente a dotação prevista no orçamento.
Para conter o avanço das despesas, o Governo do Distrito Federal editou normas restringindo a realização de gastos sem disponibilidade financeira. Também foram promovidos cortes em contratos administrativos e suspensos reajustes, medidas que contribuíram para o reequilíbrio das contas públicas.
Outro indicador apresentado mostra a redução da relação entre despesas e receitas correntes do Distrito Federal. O índice caiu para 93,95%, ficando abaixo do limite que impedia a realização de concursos públicos e outras despesas previstas na legislação fiscal.
Segundo os dados divulgados pela equipe econômica, o Distrito Federal acumulou, nos últimos doze meses, receita de R$ 44,79 bilhões e despesas de R$ 42,08 bilhões, resultando em saldo positivo de R$ 2,71 bilhões e reforçando a projeção de encerramento do ano com as contas no azul.

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