<

Aguarde, carregando...

Terça-feira, 28 de Julho 2026
Disputa por vaga na chapa de Haddad coloca aliados em rota de colisão em São Paulo
Política

Disputa por vaga na chapa de Haddad coloca aliados em rota de colisão em São Paulo

Insatisfação do PDT com a definição da suplência de Marina Silva amplia impasse na base aliada e abre possibilidade de candidatura própria ao Senado

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Por Alex Blau Blau

Publicidade

Leia Também:

A composição da chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT) para a eleição ao Governo de São Paulo enfrenta um novo impasse político. A oficialização do vereador Djalma Nery (PSol) como primeiro suplente da candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado provocou forte reação do PDT, que cobra maior participação na aliança e ameaça lançar candidatura própria caso permaneça sem espaço.

A decisão foi confirmada durante a convenção da federação PSol-Rede, realizada no último domingo (26), quando também foi ratificado o apoio à candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes.

Embora a suplência seja um cargo pouco conhecido pelo eleitorado, ela é considerada estratégica pelos partidos. Aliados avaliam que Marina Silva poderá integrar um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hipótese que abriria caminho para que o primeiro suplente assumisse o mandato no Senado.

Foi justamente esse cenário que intensificou a disputa nos bastidores. O PDT defendia a indicação do sindicalista Antonio Neto para a vaga e afirma que participou das negociações com a expectativa de integrar a chapa majoritária.

Além da suplência de Marina, a legenda também buscava espaço na candidatura de Simone Tebet (PSB) ao Senado. Entretanto, a tendência é que a vaga fique com o advogado Laio Morais, integrante do PT e ex-chefe de gabinete de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda.

Sem contemplação nas negociações, dirigentes pedetistas passaram a discutir a possibilidade de lançar um candidato próprio ao Senado. A medida poderia alterar a estratégia eleitoral da base de Haddad e reduzir a unidade construída entre os partidos de centro-esquerda.

Integrantes do PDT sustentam que a legenda possui presença consolidada em São Paulo, com maior número de lideranças municipais e representação nacional superior à de alguns dos partidos que já garantiram espaço na chapa.

Pela configuração atualmente desenhada, o PT ficaria com a candidatura ao governo e uma suplência ao Senado; o PSB teria Simone Tebet como candidata ao Senado e Márcio França como candidato a vice-governador; enquanto a federação PSol-Rede ocuparia a outra vaga ao Senado com Marina Silva e a primeira suplência com Djalma Nery.

Nos bastidores, lideranças governistas seguem negociando uma saída para evitar o desgaste entre os aliados e impedir um racha às vésperas da campanha eleitoral. Até o momento, porém, a composição permanece inalterada, e o PDT mantém a pressão por uma revisão dos acordos políticos.

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Cerrado News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR