No último sábado (21), um grave acidente na BR-070 deixou cinco mortos e 15 feridos após um ônibus clandestino capotar. A empresa responsável, a Iristur Transportes e Turismo, enfrentou um processo judicial anterior relacionado a outro acidente fatal ocorrido em 2012 em Caldas Novas (GO).
No incidente de 2012, um ônibus com 12 passageiros, também registrado em nome da Iristur, saiu da pista e capotou, resultando na morte de uma passageira de 75 anos, Terezinha de Souza Araújo. O motorista, na época, alegou que o acidente ocorreu devido à quebra e ao soltamento da barra de direção do veículo.
Os filhos de Terezinha de Souza Araújo moveram uma ação judicial contra a Iristur, argumentando que o acidente revelou más condições de conservação e falta de inspeções técnicas e manutenção preventiva. A empresa alegou que o ônibus pertencia a outra companhia, a Espaçonave Transportadora, embora não houvesse contrato formal e a venda tivesse ocorrido de forma verbal.
O tribunal decidiu que ambas as empresas, Iristur e Espaçonave, eram responsáveis e as condenou a pagar indenização de R$ 100 mil à família da vítima. O juiz destacou a falta de comprovação da suposta venda do veículo pela Iristur, afirmando que o acidente resultou na perda da mãe dos requerentes, causando sofrimento emocional significativo.
Além disso, outra vítima do mesmo acidente moveu um processo contra a Iristur, que também foi condenada a pagar uma indenização por dano moral. Essa vítima alegou que o ônibus estava em péssimo estado, resultando em sérias lesões e afastamento de suas atividades habituais.
No caso mais recente, o ônibus da Iristur capotou no Distrito Federal, causando cinco mortes. O motorista e o proprietário da empresa foram presos em flagrante, enfrentando acusações de homicídio doloso continuado com dolo eventual. Segundo informações, o motorista tentou fugir da fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) antes do acidente.
A empresa alegou que o proprietário não tentou fugir, mas foi cortado por outro veículo que estava à sua frente, resultando no trágico incidente. Segundo o advogado da Iristur, a empresa estava buscando se regularizar junto à ANTT após enfrentar problemas financeiros e insistiu que a viagem em questão foi uma fatalidade.
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