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Quinta-feira, 27 de Agosto 2026
Escândalo em Luziânia-GO: Tribunal de Contas Engaveta Caso Milionário
Política

Escândalo em Luziânia-GO: Tribunal de Contas Engaveta Caso Milionário

Processo que poderia levar a inelegibilidade do deputado Cristóvão Tormin, estranhamente é retirado de pauta no TCM

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Após quatro longos anos desde o escândalo que abalou Luziânia-GO, o Tribunal de Contas dos Municípios ainda não conseguiu encerrar o caso envolvendo transferências milionárias.  O ex-prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PRD), está no centro de diversas investigações que abrangem desde desvios milionários dos cofres públicos até graves acusações de assédio sexual e moral. No final de seu mandato, em dezembro de 2020, Tormin teria autorizado transferências suspeitas que totalizaram R$ 2,8 milhões, incluindo R$ 581 mil para sua própria conta e valores entre R$ 21 mil e R$ 324 mil para secretários municipais. Essas movimentações, justificadas como "diferenças salariais" por reduções não oficializadas de salários, foram consideradas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) como apropriação indevida de recursos públicos, violando princípios de gestão fiscal e moralidade administrativa.

Paralelamente, Tormin enfrenta graves acusações de assédio sexual e moral. Em 2019, pelo menos três mulheres que trabalharam na prefeitura o acusaram de condutas impróprias, incluindo convites para reuniões fora do expediente com intenções abusivas . O Ministério Público de Goiás (MPGO) recebeu várias denúncias, levando ao ajuizamento de ações civis públicas por improbidade administrativa e pedidos de bloqueio de bens do ex-prefeito .​

Em novembro de 2020, o MPGO solicitou o afastamento de Tormin do cargo de prefeito, destacando a gravidade das acusações e a necessidade de preservar a ordem pública e a integridade das investigações . A Justiça acatou o pedido, determinando seu afastamento por 120 dias . Além disso, o ex-prefeito foi denunciado por tentativa de estupro contra uma servidora municipal, com episódios supostamente ocorridos em 2012 e 2014 .​

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As investigações também revelaram tentativas de obstrução da justiça. Aldenor Gomes Moreira Júnior, ex-secretário de Aceleração do Crescimento de Luziânia, foi denunciado por coagir e ameaçar vítimas e testemunhas para favorecer Tormin, oferecendo dinheiro e fazendo ameaças para que não denunciassem os abusos .​

Apesar das graves acusações, Tormin nega todas as irregularidades, classificando as denúncias como uma "grande armação" de adversários políticos . No entanto, o acúmulo de processos e a seriedade das acusações mantêm o ex-prefeito sob intenso escrutínio público e judicial.

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