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Terça-feira, 20 de Outubro 2026
Novo pedido da Polícia Federal amplia investigações contra Lulinha no Supremo
Justiça

Novo pedido da Polícia Federal amplia investigações contra Lulinha no Supremo

Solicitação encaminhada ao STF apura suposto tráfico de influência envolvendo empresas com contratos milionários junto ao governo federal

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Por Alex Blau Blau

A Polícia Federal deu mais um passo nas investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, ao encaminhar ao Supremo Tribunal Federal um pedido para a abertura de um novo inquérito. Se autorizado, será o terceiro procedimento instaurado para apurar suspeitas relacionadas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A nova representação tem como foco a possível prática de tráfico de influência em favor de empresas que mantêm vínculo comercial com Lulinha. Conforme os elementos reunidos pela investigação, uma companhia do setor de tecnologia que integra esse grupo possui contratos em execução com o governo federal que ultrapassam R$ 55,7 milhões.

Os investigadores pretendem verificar se houve utilização da influência decorrente da relação familiar com o presidente da República para facilitar negociações empresariais, obtenção de investimentos ou benefícios comerciais.

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O pedido chega poucos dias após outra decisão do Supremo. Na última semana, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção passiva envolvendo negociações ligadas ao Ministério da Saúde. Nesse procedimento, as apurações incluem a suposta atuação em benefício do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Com o novo requerimento, a Polícia Federal amplia o alcance das investigações, que passam a examinar também a relação entre empresas parceiras de Lulinha e contratos firmados com a administração pública federal.

Em nota, a defesa do investigado contestou a iniciativa da Polícia Federal e afirmou que não existem elementos que justifiquem a abertura de novas investigações. Os advogados sustentam que Fábio Luís Lula da Silva sofre perseguição por ser filho do presidente da República e classificam as apurações como desprovidas de fundamentos jurídicos.

A palavra final sobre a abertura do novo inquérito será do Supremo Tribunal Federal, responsável por analisar o pedido encaminhado pela Polícia Federal e decidir se as investigações terão continuidade.

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