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Terça-feira, 22 de Setembro 2026
Reação de magistrados amplia repercussão de fala de Dino sobre corrupção no Judiciário
Justiça

Reação de magistrados amplia repercussão de fala de Dino sobre corrupção no Judiciário

Associações estaduais afirmam que problemas envolvendo casos específicos não podem ser generalizados para toda a magistratura e cobram responsabilidade institucional

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Por Alex Blau Blau

A afirmação do ministro Flávio Dino de que o país vive o “momento mais corrupto da história do Poder Judiciário” continua provocando repercussões fora do Supremo Tribunal Federal.

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Nesta quarta feira (16), entidades que representam magistrados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul reagiram à declaração feita durante a sessão desta terça feira (15), que discutiu procedimentos relacionados aos desdobramentos do caso Banco Master.

A Associação dos Magistrados Catarinenses considerou inadequado estender suspeitas envolvendo situações específicas para todo o Judiciário. A entidade defendeu que qualquer indício de irregularidade seja investigado individualmente, com identificação dos responsáveis e respeito ao devido processo legal.

“Situações individuais não podem ser projetadas sobre toda a Magistratura na tentativa de desviar o foco de discussões e crises restritas à cúpula de Brasília”, declarou a associação.

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul também contestou Dino. Para a entidade, suspeitas devem estar sustentadas por fatos e relacionadas diretamente às pessoas investigadas, sem atingir indiscriminadamente os demais integrantes da magistratura.

Tensão ultrapassa o plenário

A manifestação de Dino ocorreu durante uma das sessões mais tensas recentes do Supremo. Os ministros analisavam se procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça deveriam tramitar conjuntamente.

Antes da suspensão do julgamento, o placar provisório estava em 4 a 3 pela manutenção dos casos separados. Dino pediu vista e solicitou que seu posicionamento não fosse contabilizado naquele momento.

As divergências também provocaram discussões entre integrantes da Corte. Ao final da sessão, Cármen Lúcia pediu desculpas à população e afirmou que o Supremo havia provocado um “mal estar cívico” no país.

Agora, com as manifestações das associações estaduais, a crise exposta durante o julgamento ganha repercussão entre integrantes da própria magistratura, que cobram cautela para que suspeitas individuais não sejam apresentadas como retrato de todo o Poder Judiciário.

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