O governo do Rio de Janeiro publicou, nesta quarta-feira (14), o decreto que ordena o processo de transição para a futura gestão de Douglas Ruas (PL), eleito no primeiro turno das eleições deste ano.
O governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto de Castro, define que a portaria visa preservar a continuidade dos serviços públicos estaduais e deixar a nova gestão a par de “informações fundamentais para a adequada implantação de seu programa de governo”.
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Com a publicação, foi definida a equipe que integra a Comissão de Transição Governamental. O grupo será presidido por Flávio de Araújo Willeman, Secretário da Casa Civil. Além dele, integram a comitiva:
- Rafael Ventura Abreu, Secretário de Planejamento e Gestão;
- Guilherme Macedo Reis Mercês, Secretário de Fazenda;
- Pablo Villarim Gonçalves, Secretário de Infraestrutura e Obras Públicas;
- Sérgio Pimentel Borges da Cunha, Subsecretário da Casa Civil;
- Bruno Teixeira Dubeux, Procurador Geral do Estado.
Ainda conforme o decreto, Douglas Ruas poderá indicar até cinco membros de sua equipe para integrar a comissão. Na última terça-feira (13), o governador eleito indicou Maria Gabriela Bessa, secretária das Cidades do estado, como coordenadora da equipe de transição.
Após o anúncio, a secretária afirmou que assume o compromisso de “conduzir esse processo com liderança, diálogo e integração entre as equipes, promovendo uma atuação articulada, técnica e transparente”.
Ruas elogiou a gestora dizendo que ela “reúne experiência na gestão pública e conhecimento técnico fundamentais para conduzir esse trabalho”.
O processo de transição passa a valer a partir da publicação do decreto e permanece até o dia da posse do novo governador.
O candidato do PL foi eleito no primeiro turno ao receber 4.271.199 votos, o equivalente 50,88% do pleito. O segundo colocado, Eduardo Paes (PSD) teve 3.706.984 votos, 44,16% do eleitorado carioca.
A definição do pleito, contudo, aguardou uma decisão judicial. Anthony Garotinho (Republicanos) concorreu ao cargo sub judice, mas os votos que recebeu foram considerados nulos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por conta de uma condenação pela Justiça Eleitoral.
Douglas Ruas superou o patamar de 50% dos votos válidos somente após a retotalização que desconsiderou aqueles que votaram em Garotinho.

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