Por Alex Blau Blau
O Sistema Único de Saúde iniciou em todo o Brasil a distribuição da insulina glargina, medicamento de ação prolongada que passa a integrar a assistência oferecida aos pacientes com diabetes. A iniciativa representa um avanço no tratamento da doença e será implantada de forma gradual em todas as unidades da federação.
Nesta primeira etapa, terão direito ao novo medicamento crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2, desde que atendam aos critérios clínicos definidos pelo Ministério da Saúde.
O atendimento será realizado nas Unidades Básicas de Saúde, onde os pacientes deverão apresentar prescrição médica e passar por avaliação da equipe responsável antes da substituição da insulina utilizada atualmente.
De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 254 mil unidades da insulina glargina já começaram a ser distribuídas para diversos estados brasileiros, juntamente com dezenas de milhares de canetas reutilizáveis que serão utilizadas na aplicação do medicamento. A expectativa é de que toda a rede pública esteja abastecida até o fim deste mês.
Entre as principais vantagens da insulina glargina está o efeito prolongado, que na maior parte dos tratamentos permite apenas uma aplicação diária. Outro benefício apontado pelas autoridades de saúde é a redução do risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno, proporcionando maior segurança aos pacientes.
Além do medicamento, o SUS fornecerá os dispositivos necessários para a aplicação, incluindo canetas reutilizáveis, agulhas e orientações para o uso correto do tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da oferta também busca enfrentar a redução da disponibilidade mundial da insulina NPH e fortalecer a produção nacional de medicamentos por meio de parcerias voltadas ao abastecimento contínuo da rede pública de saúde.
Pacientes que acreditam atender aos critérios devem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para avaliação médica e orientação sobre a inclusão no novo protocolo de tratamento.

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