Governo Lula aumenta imposto sobre painéis solares pela terceira vez
O governo aumentou pela terceira vez o Imposto de Importação sobre painéis solares. Também chamados de células fotovoltaicas ou módulos fotovoltaicos, esses equipamentos eram isentos de tributo no governo de Jair Bolsonaro (PL). Na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o imposto foi elevado a 6%, depois a 9,6% e agora, a 25%. Este último reajuste foi publicado no Diário Oficial da União de quarta-feira (13).O setor avalia a medida como "grande retrocesso" na transição energética, pois a maioria dos painéis é importada, o que faz a taxa pesar significativamente no custo do produto. E considera que este seria o momento de adotar medidas que incentivassem a expansão da energia limpa, e não o contrário.
O Brasil tem poucas empresas que fabricam painéis solares e elas suprem apenas cerca de 5% da demanda nacional, segundo Ronaldo Koluszuk, presidente do conselho de administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A capacidade de produção nacional é de 1 gigawatt (GW) por ano e a importação brasileira em 2023 foi de mais de 17 GW.
“Estamos muito desapontados. Todo o discurso do governo sempre foi de gerar empregos verdes e a vocação para esta indústria. Porém, a forma com que o governo tem agido está na contramão dessa narrativa", diz Koluszuk. "Vemos que é mais narrativa do que, de fato, querer fazer o Brasil um eixo forte de sustentabilidade."
"O imposto (sobre a importação de painéis solares) foi zerado no governo anterior. Neste, foi para 6% e depois para 9,6%. Agora, vai para 25%. O ponto é: a quem isso interessa?", questiona.
“O aumento vai afastar investidores de trazer plantas [industriais] para cá. As usinas solares envolvem maturação de longo prazo. Quando o governo faz uma mudança destas, acaba enterrando o hidrogênio verde. A decisão vai gerar desemprego, e não empregos como diz o governo”, afirma o executivo.
Enquanto o governo justifica o aumento do imposto como forma de incentivo à produção nacional, a decisão foi criticada como precipitada e mal planejada, dada a baixa capacidade da indústria local de atender à demanda. Em vez de contribuições de empregos e inovação, a medida pode resultar no encarecimento da energia limpa , difícil
