É inegável que as fake News têm ocupado um espaço cada vez mais relevante nas discussões sobre o cenário político e social, especialmente nas redes sociais. No entanto, a atribuição desproporcional de responsabilidade às fake News pelos problemas enfrentados pelo Estado brasileiro, como as recentes enchentes no Rio Grande do Sul, parece ser um equívoco que merece ser questionado.
Basta você ligar a tv em algum canal do consocio globo para identificar que a mídia estar alinhada com o governo ao ponto de rotular tudo o que circula nas redes sociais como fake News. Esta narrativa, por vezes, obscurece questões urgentes e reais, desviando a atenção de problemas estruturais e emergenciais que necessitam de solução imediata.
Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta uma das piores enchentes de sua história, é desconcertante observar a ênfase excessiva dada às fake News como o principal obstáculo para a eficácia das operações de salvamento. É importante reconhecer que as fake News podem, sim, causar danos, mas atribuir a elas a culpa exclusiva pelos desafios enfrentados é simplista e negligencia uma análise mais profunda da situação.
É verdade que histórias isoladas de pessoas prejudicadas por informações falsas compartilhadas online surgem de tempos em tempos, mas a indústria de fake news, em sua maioria, parece estar longe de ser uma ameaça generalizada e eficaz. Enquanto isso, problemas reais, como a falta de infraestrutura adequada para enfrentar desastres naturais, continuam a ser subestimados.
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É inegável que as fake news têm ocupado um espaço cada vez mais relevante nas discussões sobre o cenário político e social, especialmente nas redes sociais. No entanto, a atribuição desproporcional de responsabilidade às fake news pelos problemas enfrentados pelo Estado brasileiro, como as recentes enchentes no Rio Grande do Sul, parece ser um equívoco que merece ser questionado.
A mídia, em sua grande parte, parece estar alinhada com o governo ao ponto de rotular tudo o que circula nas redes sociais como fake news. Esta narrativa, por vezes, obscurece questões urgentes e reais, desviando a atenção de problemas estruturais e emergenciais que necessitam de solução imediata.
Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta uma das piores enchentes de sua história, é desconcertante observar a ênfase excessiva dada às fake news como o principal obstáculo para a eficácia das operações de salvamento. É importante reconhecer que as fake news podem, sim, causar danos, mas atribuir a elas a culpa exclusiva pelos desafios enfrentados é simplista e negligencia uma análise mais profunda da situação.
É verdade que histórias isoladas de pessoas prejudicadas por informações falsas compartilhadas online surgem de tempos em tempos, mas a indústria de fake news, em sua maioria, parece estar longe de ser uma ameaça generalizada e eficaz. Enquanto isso, problemas reais, como a falta de infraestrutura adequada para enfrentar desastres naturais, continuam a ser subestimados.
Com o Rio Grande do Sul debaixo d'água, o grande problema ser a enfrentado são as fake News? Fake News estão impedindo o Estado brasileiro de ajudar as pessoas como deveria?
De acordo com a imprensa (ou certa imprensa), a resposta é sim, as fake News vêm prejudicando enormemente operações de salvamento. Mas nenhum grande exemplo foi nos dado ver até agora. Há uma história aqui, outra acolá, mas sempre muito pontual, de gente que foi induzida a erro por acreditar em mentira lida em rede social. A indústria de fake News vem fracassando miseravelmente.
Nesse processo jornalístico, tenta-se incorporar duas verdades ao magro cardápio de fake News. A primeira verdade: a sociedade civil está tendo papel fundamental no socorro às vítimas da hecatombe pluviométrica.
Não fossem a solidariedade e a mobilização da sociedade civil (a verdadeira, não a formada pelas linhas auxiliares de partidos políticos), dezenas de milhares de pessoas teriam morrido no Rio Grande do Sul. Sociedade civil que cometeu a imprudência de prescindir da imprensa, cada vez mais desimportante, para se organizar nacionalmente. Rede social é mesmo um problema.
Essas dezenas de milhares de pessoas não teriam como ser salvas se contassem apenas com a ajuda estatal. O governo é burocrático e incompetente. Mesmo que tivesse adquirido uma competência repentina, o Estado brasileiro, sozinho, não teria como dar conta imediata do tamanho da catástrofe que se abateu.