Por Alex Blau Blau
O Partido Liberal (PL) deve oficializar, neste sábado (25), durante a convenção nacional da legenda, em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República sem apresentar o nome que integrará a chapa como candidato a vice-presidente.
A estratégia da campanha é manter a vaga em aberto até o prazo final das convenções partidárias, previsto pela Justiça Eleitoral para o início de agosto. Com isso, a direção nacional do partido ganha mais tempo para concluir negociações políticas e ampliar o espaço para novas alianças.
Segundo integrantes da coordenação da campanha, a indefinição ocorre por dois motivos principais. O primeiro envolve as conversas com o Republicanos, considerado o principal partido que ainda pode formalizar apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O segundo está relacionado às divergências dentro do próprio PL sobre quem deve ocupar a vice-presidência.
Entre os nomes mais lembrados está o da economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Filiada ao Republicanos, ela passou a atuar na elaboração de propostas econômicas e de iniciativas voltadas ao público feminino durante a pré-campanha. Sua eventual indicação, no entanto, depende do avanço das negociações entre as duas legendas.
O Republicanos condiciona uma composição nacional à solução de acordos eleitorais em estados considerados estratégicos. Até o momento, apenas o Espírito Santo teve entendimento consolidado entre as siglas.
Dentro do PL também há diferentes avaliações sobre o perfil ideal para compor a chapa. Enquanto parte dos dirigentes considera que Daniella Marques pode fortalecer o diálogo com o mercado financeiro e ampliar a interlocução junto ao eleitorado feminino, outro grupo defende um nome com maior peso político e capacidade de agregar votos.
Além dela, seguem sendo citadas nos bastidores a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE). Entretanto, a possibilidade de uma composição com integrantes do Progressistas perdeu força após a sinalização de que a federação União Progressista deverá adotar posição de neutralidade na disputa presidencial.
A expectativa é que a definição sobre o vice seja concluída após o encerramento das negociações partidárias, permitindo ao PL anunciar a composição definitiva da chapa dentro do calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral.

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