Nesta terça-feira (5), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Medusa, com o objetivo de combater um grupo suspeito de tráfico de drogas que levava uma vida de luxo. A operação resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em diversas localidades do Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso.
De acordo com as investigações, o grupo alvo da operação teria movimentado mais de R$ 100 milhões com o tráfico de drogas, evidenciando um esquema criminoso sofisticado. Para desmantelar a organização, a Justiça determinou 23 medidas de sequestro de bens móveis, imóveis e o bloqueio de contas bancárias, visando recuperar os recursos obtidos ilicitamente.
A Polícia Federal identificou que o dinheiro proveniente do tráfico era ocultado por meio de investimentos em bens de luxo, incluindo veículos e imóveis. A apreensão desses ativos é fundamental para desestruturar a infraestrutura financeira do grupo criminoso.
A operação foi denominada "Medusa" e visa a desarticulação de uma organização criminosa que atuava no tráfico de drogas em larga escala. Caso os suspeitos sejam condenados, podem enfrentar penas de até 41 anos de prisão.
Na primeira fase da operação Medusa, deflagrada em 2021, 18 pessoas foram investigadas e condenadas. Na ocasião, a polícia descobriu que os envolvidos eram responsáveis pelo fornecimento mensal de aproximadamente meia tonelada de cocaína, abastecendo traficantes em Brasília e estados do Nordeste. A droga era transportada do continente sul-americano para o Brasil por meio de transporte aéreo, revelando a sofisticação do esquema criminoso.
