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Domingo, 16 de Agosto 2026
Presidência da Câmara: Em qual vereador Mangão vai apostar suas fichas?
Política

Presidência da Câmara: Em qual vereador Mangão vai apostar suas fichas?

Riscos, escolhas e estratégias para o segundo mandato do prefeito Carlinhos do Mangão

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O prefeito Carlinhos do Mangão (2020-2024) navegou em águas  tranquilas durante seu primeiro mandato, sustentado por uma base aliada sólida na Câmara Municipal. No entanto, a dinâmica política para o ciclo 2025-2029 promete não ser o mesmo mamão com açúcar. Com 15 novos vereadores eleitos, a disputa pela presidência da Câmara é uma das peças-chave para determinar o tom do segundo mandato de Mangão.

Lembrando que sempre no segundo mandato que os problemas surgem, excesso de confiança, aliados que foram deixado para trás, eleitores que não foram atendidos, desgaste natural que todo executivo sofre, e ter uma base aliada dará  mais governabilidade.

 Três nomes despontam como possíveis escolhas do prefeito para liderar o Legislativo municipal: Willian Faleiros, André do Logos e o atual presidente, Paulo Jordão. Cada um deles apresenta perfis e ambições que podem influenciar não apenas os rumos do Legislativo, mas também a própria governabilidade de Carlinhos do Mangão.

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Willian Faleiros: Aliado de primeira hora
Em seu segundo mandato, Willian Faleiros construiu uma trajetória de fidelidade ao grupo político de Carlinhos. Antes de se tornar vereador, Faleiros atuou como secretário de Habitação e assumiu a vaga na Câmara em 2020, após a morte de Valter Madeirada. Durante o período 2022-2023, foi primeiro secretário da Casa, desempenhando um papel de liderança na base governista e alinhando-se às demandas do Executivo.

Além disso, Faleiros foi peça fundamental na campanha de Mangão para deputado em 2018, solidificando sua posição como aliado estratégico. Sua experiência administrativa e habilidade em articular nos bastidores podem fazer dele uma escolha segura para garantir apoio legislativo ao prefeito nos próximos anos.

André do Logos: Experiência e ambições maiores
Vereador experiente, André do Logos chega ao seu terceiro mandato com credenciais robustas. Eleito em 2024 pela base de Mangão, André mantém vínculos históricos com a ex-prefeita Sonia, um detalhe que não passa despercebido no cenário político local.

Embora faça parte da base aliada, André tem claras aspirações para o Executivo e pode utilizar a presidência da Câmara como trampolim político para uma possível candidatura à prefeitura em 2028. Se Carlinhos optar por ele, estará diante de um dilema: contar com sua experiência, mas correr o risco de fomentar um adversário direto no futuro.

Paulo Jordão: O desafiante interno
Paulo Jordão, atual presidente da Câmara, é uma figura controversa. Eleito em 2020 pelo PL, Jordão teve atritos frequentes com membros do Legislativo e até mesmo com o Executivo. Apesar disso, mostrou habilidade política ao consolidar sua liderança e garantir sua reeleição.

Sua relação com o prefeito, porém, é marcada por tensões. Relatos apontam que Jordão teria pressionado Mangão em busca da vaga de vice-prefeito, gerando desconforto no grupo político. Além disso, acusações graves pairam sobre sua conduta, incluindo supostas ameaças a adversários políticos, o que minou sua imagem entre colegas e eleitores.

Se Mangão decidir mantê-lo na presidência, estará assumindo um risco considerável. Jordão pode usar o cargo para fortalecer suas próprias ambições políticas, incluindo uma possível candidatura à prefeitura em 2028, desafiando diretamente o grupo do atual prefeito.

O desafio de Mangão
A presidência da Câmara é, sem dúvida, uma escolha estratégica para Carlinhos do Mangão. Apostar em Willian Faleiros seria reforçar a estabilidade e a continuidade de sua base. Já André do Logos representa a experiência, mas também o potencial de um adversário a médio prazo. Por outro lado, manter Paulo Jordão poderia gerar instabilidade interna e alimentar um opositor no futuro próximo.

Independente da decisão, o prefeito precisará equilibrar as forças na Câmara e reforçar sua articulação política para evitar que a presidência da Casa se torne um palco de disputas que comprometam sua governabilidade e legado.

Este texto reflete uma análise opinativa do cenário político de Novo Gama e não representa uma descrição factual de eventos.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): imagens Internet

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