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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Segurança de Brasília ganha reconhecimento nacional em entrevista de Sandro Avelar ao ex comandante do Bope
Política

Segurança de Brasília ganha reconhecimento nacional em entrevista de Sandro Avelar ao ex comandante do Bope

No Papo de Elite, ex secretário destacou os resultados da segurança pública do Distrito Federal, defendeu mudanças na legislação e afirmou que não há área da capital onde o Estado deixe de atuar

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Por Alex Blau Blau

Sandro Avelar e Rodrigo Pimentel
Sandro Avelar e Rodrigo Pimentel

 

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A política de segurança pública do Distrito Federal foi colocada em evidência nacional durante a participação do ex secretário de Segurança Pública Sandro Avelar no Papo de Elite, podcast apresentado pelo ex comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel. Ao longo da entrevista, o modelo adotado em Brasília foi apontado como referência e comparado à realidade enfrentada por outros estados brasileiros.

Logo no início da conversa, Rodrigo Pimentel revelou o interesse em receber a governadora Celina Leão em uma próxima edição do programa e pediu que Sandro Avelar levasse o convite à chefe do Executivo distrital para que ela pudesse apresentar as políticas de segurança implementadas no Distrito Federal.

Um dos momentos de maior repercussão ocorreu quando Pimentel exibiu uma imagem do Sol Nascente, em Ceilândia, comunidade citada durante a entrevista como a maior do mundo. Acostumado à realidade do Rio de Janeiro, o apresentador perguntou se naquela região havia criminosos armados com fuzis e se existiam locais onde as viaturas da Polícia Militar não conseguiam circular por causa da atuação de facções criminosas.

A resposta de Sandro Avelar foi imediata e enfática.

“Não existe um centímetro, nem um milímetro do Distrito Federal onde a polícia não possa entrar. As viaturas circulam livremente e toda ocorrência é atendida.”

A declaração foi utilizada para demonstrar a presença permanente das forças de segurança em todas as regiões administrativas de Brasília, sem áreas dominadas onde o Estado deixe de exercer sua autoridade.

Durante a entrevista, Avelar também fez duras críticas à legislação penal e ao tratamento dado à reincidência criminal. Ao comentar casos de violência contra a mulher, afirmou que é preciso rever a forma como esses crimes são enfrentados.

“Como resolver o problema do feminicídio no país, onde o cara que mata a mulher enforcada volta para casa com uma tornozeleira para assistir televisão? O vizinho que liga para o 190 porque o som da festa está alto também tem que ligar quando ouvir os gritos da vizinha sendo agredida.”

Na sequência, voltou a destacar a estrutura da segurança pública do Distrito Federal.

“Não existe um centímetro do Distrito Federal que a polícia não possa entrar.”

Ao falar sobre a reincidência, criticou o ciclo de prisões seguidas de solturas.

“Tem bandido que assaltou a mesma farmácia dez vezes. A Polícia Militar prende, a prisão é considerada legal e ele responde em liberdade. A gente prende esse cara cinco vezes, trinta vezes, e ainda querem que a polícia faça a trigésima primeira prisão.”

Para o ex secretário, o debate sobre segurança também deve alcançar outras autoridades responsáveis pela formulação e aplicação das leis.

“Está na hora de começar a apontar a lanterna para aquelas autoridades, seja ministro de tribunal superior, governador ou presidente da República.”

Avelar ainda aproveitou para citar um caso que, segundo ele, simboliza outra face das desigualdades sociais no país. O ex secretário relatou a história de uma jovem de Ceilândia aprovada em duas universidades públicas para o curso de Medicina, mas que não conseguiu iniciar os estudos por falta de condições financeiras para se manter em outro estado.

“Vergonha para mim é a Gabriela, de Ceilândia, passar em dois vestibulares para Medicina em universidade pública e não poder estudar porque não tinha condições financeiras de sair de Brasília e se manter em outro estado. Isso é uma vergonha.”

Além desses temas, a entrevista abordou os ataques de 8 de janeiro, o combate às facções criminosas, a violência doméstica, a maioridade penal, programas de proteção às mulheres e os desafios enfrentados pelas forças de segurança. Ao longo da conversa, Rodrigo Pimentel ressaltou os resultados alcançados pelo Distrito Federal, enquanto Sandro Avelar defendeu que o modelo de integração entre as corporações e a presença efetiva do Estado em todas as regiões foram fundamentais para consolidar Brasília como uma das unidades da federação com os melhores indicadores de segurança pública do país.

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